Corpos
agredidos, trânsito corporal, cor-pô! de cores e matizes poliversas. Agressões
aceitas, saudadas, exigidas. Corpos agredidos por cai-caixas de som a décibeis
antitímpanos. O rock se entreouve?
não, se subouve. Audiência extática? parte da, mas a música é infra-audível.
Trânsito corporal, sem engarrafamentos, silêncio epidérmico, vã energia vocálica. Aparelho fonador
não produz phonos, bocas abrem,
línguas mexem, músculos faciais rodopiam, mas o phonos foi abduzido pelo ruído eletrôcósmico que tudo envolve nos
metros quadrados defronte ao palco em que se apresentaram as bandas na oitava
edição da Noite do Desbunde Elétrico. Impressões de um ex-rockeiro, impressões de um quase-roqueiro
estas. Êxtase da agressão não física, não simbólica. Agressão
sensória&fisiológica extasiada. Como um “bate mais forte” da mulher na
cama, corpos urram. E dançam as danças individualizadas do rock. Não é escape do prazer, e é; não é curtição genuína, e é; não
é hedonismo musical, e é. Corpos que não agridem, ok, talvez agridam a pudicícia
e a delicadeza in extremis. Falo como (ind)ígena ou (alien)ígena? Antilogia do
prazer. A estética minimalista, simples, dark da physis do Estelita ganha ares frankesteineanos na pintura&na
laje do banheiro masculino. Cheguei a tempo de (ou)ver Pé Preto do início e não
fui até o final de Ex-Exus. Curti-as em certas músicas e as descurti noutras. Quase
quatro horas a partir da meia-noite. Além-tempo desse não falo. (Professor de
Lógica intervém, programado pelo Princípio da Clareza formulada pelo Grande
Papai Dêcartt: Que é isto, blogueiro? Toda essa parafernália textual,
concatenada por fragmentos obscuros, com referências vagas a uma noitada no
Recife? Que é isto, blogueiro? Que resenha musical nem se atreve a ser, pelo
que entendi. E essa mistura malfeita de grego com neologismos, desconstrução e ressemantização de palavras, ordem direta e indireta das sentenças? Nota ZERO! / Blogueiro do Paradoxo replica, reprogramado
(reprogramating himself) pelo Princípio da Complexidade do Édigar Morrán: Isto é percepção em palavras, tonto!,
de uma mediação tecnológica terrorista. Avanço a tese de uma nova vertente do
ramo: o terrorismo
auricular,
que floresce graças à ignorância que equaliza volume ultra-alto (claro: em aparato mal-equipado para suportar a alt-urra) à qualidade
enlouquecedera (no bom sentido) do rock’n roll e de outras vertentes da musicalidade que devem ser ALTAMENTE ouvidas mesmo. As vítimas do terrorismo
auricular são voluntárias e tem um perfil vário. Em comum, a crescente
insensibilização auditiva.)
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